Pular para o conteúdo principal

Entendendo o problema Entretenimento/Alienação

Vivemos em um tempo em que a maioria cultua diversão, sobretudo festas e tudo que tenha a ver com elas. Até o gosto musical e o fanatismo pelo futebol tem a ver com isso. Muita gente acha que se divertir é mais importante do que muita coisa realmente séria e isso acaba gerando problemas.

A priorização da realização da copa e da olimpíada no Brasil, país cheio de problemas e injustiças, também tem muito a ver com isso. Alienação é fazer a festa antes de arrumar a casa.

Vou contar uma historinha para ver se as pessoas entendem de uma vez por todas que é muito mais importante resolver os problemas primeiro. Deixem a diversão para depois, com tudo resolvido.

Imagine que você viva em uma casa cheia de problemas. Mas você quer fazer uma festa neste final de semana, com os amigos. Tá, você realiza a festa.

Uma hora após o início, o cano da pia do banheiro estoura e um jato de água alcança a sala onde está acontecendo a festa. Uma prateleira da estante cai na cabeça de um dos convidados, porque foi "comida" pelos cupins. Além disso, várias e nojentas larvas de cupim caem em cima da convidada mais vaidosa que se apavora.

A comida acaba e para saciar os convidados, não há dinheiro o suficiente para comprar os mantimentos (foi gasto antes, em outra festa). Muitos tropeçam no tapete que escondia toda a sujeira da casa. A luz é desligada no auge da festa, porque o anfitrião não pagou a conta do mês. Convidados começam a passar mal e não tem remédio.

Um dos convidados, embriagado, quebra sem querer a janela no exato momento em que uma forte chuva começa a cair, inundando a sala. Com isso, fios mal encapados começam a entrar em curto-circuito e um incêndio se inicia. Alguns convidados morrem queimados, outros asfixiados, muitos se ferem. Os bombeiros chegam, mas é tarde demais, a casa está um caos.

O anfitrião, após semanas num hospital, se tratando de queimaduras que resultaram em horrendas cicatrizes que vão ficar pelo resto da vida, finalmente começará a perceber que deveria ter arrumado tudo antes para que essa tragédia não acontecesse.

Querem diversão? Arrumem tudo antes!!!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bola Quadrada

Mais chato do que um jogo de futebol, onde sou obrigado a aguentar um monte de desocupados correndo pra lá e pra cá com uma bolinha e em alguns momentos ouvir muita gente berrando feito alce no cio, s o mente os programas de debate esportivo. Neste tipo de programa, personalidades igualmente desocupadas e sem ter assunto para falar ficam tentando descobrir o sexo da bola, em conversas pseudo-intelectualizadas na tentativa vã de encontrar algo que justificasse a importância do futebol para o brasileiro. Chatoooo... Aí imaginei um programa de debate esportivo onde todos os participantes, sem exceção, detestam futebol. Obrigados pela emissora a apresentar um "programa de índio" como esse, claro que não iam seguir o roteiro e romperiam com qualquer tipo de zona de conforto para ter que fugir daquilo que eles mais detestam e por isso mesmo, não entendem. Com vocês, o Bola Quadrada, o primeiro programa de debates sobre futebol, entre caras que detestam futebol. " Apresentador ...

Kit Kat

Katherine. Ela é o que se pode chamar de surpreendente. Por muito tempo nem prestava atenção nela. Puxa, que erro!  Estava diante daquilo que eu sempre procurei para amar. Como pude ignorá-la? Katherine. Expressão máxima da meiguice, mesmo adulta, continua a exalar aquela meninice doce, típica das garotas mais românticas. Algo raro de se encontrar nas mulheres atuais, com o coração endurecido pelo feminismo mais misândrico. Como ela conseguiu ser diferente? Katherine. Quando ela aparece, parece que o sol se abre. Mesmo em tempestades mais hostis, ela é perfeita para se agasalhar comigo em uma cama quentinha. Bem coladinhos, sob o edredon do amor. Katherine. Sua beleza é impressionante. Mesmo assim, surpreendente. Ela tem aparência provocante. Sua estampa sensual contrasta deliciosamente com o jeitinho gracioso de uma menina que se recusa a crescer. Mas cresce maravilhosamente. Como mulher e como menina.  Katherine. Como você pode existir? Como a natureza teve a audácia de cria...

A Solidão não é tão ruim assim

Por Marcelo Pereira Vivemos em um tempo muito difícil. Além da correria para correr atrás do pão de cada dia, ainda vemos muitas injustiças e muitas exigências feitas muitas vezes sem necessidade. Essas coisas acabam por deixar as pessoas cada vez mais insensíveis, se tornando e fazendo outras pessoas infelizes em relação ao amor, sobretudo se fizeram escolhas erradas para uma vida a dois. Sabem de uma coisa? A Solidão não é tão ruim assim. Como ela já é minha amiga íntima de longas estradas e minha companheira mais fiel, vou me referir a ela usando letra maiúscula. Claro que eu preferia viver acompanhado, ainda mais num mundo que considera a vida a dois como sinônimo de felicidade (o que é um erro, comprovado por muitos casais infelizes) e que cultua o sexo o tempo todo. Mas as exigências abusivas que o sistema social me faz, os equivocados métodos de conquista, o excesso de mulheres comprometidas e o aparecimento de pretendentes indesejadas, acabam criando uma...