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O Big Bang da paixão

Por Marcelo Pereira

Em tudo há um começo. Embriões, sementes, projetos, ensaios, etc. são coisas que representam inícios de alguma coisa.

O planeta Terra já foi um dia bem mole, pastoso. Os seres surgidos então, por razões óbvias se adaptaram as condições do planeta de então. Dos micro-organismos, as células foram se dividindo, dividindo e a cada divisão um ser mais complexo surgia. 

Das profundezas dos mares, seres saíam após mutações e foram encarar o ar seco da vida terrestre. E a evolução continuaria até aparecer esse ser ainda muito complexo conhecido como "ser humano" que ainda não conseguiu entender a si mesmo. Se hoje, em pleno século XXI, ainda não aprendeu a usar o próprio cérebro, como iria saber melhor sobre si mesmo?

E tudo evolui com o tempo, de acordo com o ritmo que a natureza exige. Não somente seres evoluem mas situações também. 

30 anos, 30 anos... Hummm... 30 anos passaram bem rápido. E o que era para ter terminado também continuou em sua evolução. Não é mais tão imatura como era há 30 anos, mas segue ainda mais realista e coimpreensiva.

Reconhece que as coisas não são assim tão fáceis. Que as emoções nem sempre podem ser devolvidas reciprocamente. Que respeitar a vontade alheia é sinal de nobreza e altruísmo.

Muitas emoções permanecem durante longo tempo, atravessando décadas. Esta atravessou 30. E ainda continua bem forte, como pude comprovar exatamente há uma semana. Forte, mas amadurecida. E bem realista. Um pouco triste, mas realista.

E esta maturidade me faz qualificar a tristeza. Triste, mas conformado. Se há chance de reverter isto? Não sei. Se tiver, reverterei. Faz parte do processo.

Tudo isso está sendo escrito para dizer que há exatos 30 anos conheci alguém que se tornou muito especial para mim, mesmo que tenha me esnobado desde então. E entender essa limitação também faz parte da evolução.

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