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A verdadeira liberdade finalmente conquistada

Por Marcelo Pereira

Antes tarde do que nunca. Eu não sabia, mas durante os 20 anos em que eu estava inserido na versão brasileira da Doutrina Espírita, sem saber que ela estava totalmente deturpada e transformada em uma seita igrejista, de fé cega em absurdos e contradições que a lógica tem condições de derrubar, estava perdendo tempo na minha vida, estragando-a, pensando estar arrumando.

Claro que de um certo modo estranhava a ausência de ciência nas atividades de centros e afins, além da presença de algumas coisas estranhas (elitismo em um grupo jovem de um centro, bullying e outras formas de desrespeito em outros, alto padrão de vida de dirigentes de centros, etc.) em sua prática. Pensava que cada irregularidade era caso isolado, devido a imperfeição de cada um, mas não era. A deturpação doutrinária permitiu essas aberrações, muito mais comuns do que se pensa.

Por acreditar em tratamentos espirituais para tudo, deixei a minha vida a cargo deles, não sabendo que espíritos sérios não auxiliam em situações cotidianas, ainda mais materiais. Entreguei a eles a ajuda na realização afetiva e profissional e paguei (e ainda pago) um preço bem caro por essa inércia estimulada pela fé. Pura ilusão irresponsável.

Ao procurar por acaso, em março de 2012, quase 20 anos após eu ter entrado na versão brasileira da doutrina o significado da palavra "espiritolicismo", minha vida mudou. Percebi todos os erros que estavam atribuídos ao Espiritismo no Brasil, o que acabou confirmando a minha suspeita sobre a falta de pesquisa e racionalidade nas práticas de centros, simpósios, workshops e similares. Ao descobrir que o Espiritismo brasileiro é uma farsa, derrubou as minha ilusões e me fez pular fora dessa cilada onde estive metido durante exatos 20 anos. 

Hoje sou livre, não creio mais nos absurdos. Nada de colônias, nada de assistencialismo, nada de "pátria escolhida", nada das bobagens de Chico Xavier, FEB e sua patota. Pulei fora e fui ler Kardec, cujas obras confirmaram os erros como tais, mostrando que o "kardecismo" brasileiro nada tem de Kardec.

Claro que como para os brasileiros, "Espiritismo" é essa baderna que vemos aí, prefiro não mais me assumir como seguidor da doutrina. Se acham que ser espírita é cultuar o ingênuo Chico Xavier e seus "mentores" mafiosos, estou fora! E ganhei energia positiva extra após sair, pois dentro dessa balbúrdia, minha vida em nada dava certo e frequentemente estava deprimido e com vontade de me matar.

Hoje sou feliz, longe dessa enganação. Não seguirei outras fés porque percebi que bom mesmo é ser racional, usar esse grande presente dado por Deus chamado cérebro, pouco utilizado pela grande maioria dos fiéis de qualquer religião. Raciocinando, posso eu mesmo resolver os meus problemas, sem a ajuda de farsantes do além-túmulo interessados no meu fracasso para que eu me recorra a eles o tempo todo e seja sugado pelo vampirismo enrustido desses demônios fantasiados de anjos.

Sou livre! Abandonei esse chiquismo irracional! Chega de fé (ir)raciocinada! Fé só com raciocínio (mesmo!). E parei de ser influenciado por essa horda invisível que finge altruísta, mas só quer se beneficiar do fracasso alheio. Como fui trouxa! Hoje eu sou livre! Hoje eu sou feliz!!!!

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