Pular para o conteúdo principal

Esperança


Por Marcelo Pereira

Espere que você chegue a este mundo sem problemas.

Espere que o médico não lhe dê um tapa após você nascer. E que seus pais não façam o mesmo quando você errar.

Espere que você tenha tempo livre para correr e brincar.

Espere que os adultos não estraguem a sua tenra e inadiável infância.

Espere que a aquela aula na escola não seja tão maçante e inútil.

Espere que a adolescência seja a melhor fase da sua vida.

Espere que aquele colega grandalhão não implique com você e lhe faça vítima de bullying.

Espere que a garota mais linda da escola esteja apaixonada por você, incondicionalmente.

Espere que seu primeiro emprego lhe pague bem e lhe trate com dignidade.

Espere que seu primeiro casamento seja por amor e o convívio seja tranquilo e duradouro.

Espere que seu filho nasça sem problemas e não crie algum após nascer.

Espere que o seu salário aumente com a inflação e preserve seu poder de compra.

Espere que o seu patrão lhe trate como um ser humano e não como uma máquina automática.

Espere que a mídia televisiva não minta e não tente manipular a sua opinião.

Espere que os engarrafamentos não lhe tomem um preciso tempo na vida.

Espere que você permaneça em seu emprego até se aposentar.

Espere que você chegue a velhice com o menor número de doenças.

Espere que você morra muito mais tarde do que parece.

Mas continue esperando.

Para isso que existe a Esperança: para você continuar esperando...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bola Quadrada

Mais chato do que um jogo de futebol, onde sou obrigado a aguentar um monte de desocupados correndo pra lá e pra cá com uma bolinha e em alguns momentos ouvir muita gente berrando feito alce no cio, s o mente os programas de debate esportivo. Neste tipo de programa, personalidades igualmente desocupadas e sem ter assunto para falar ficam tentando descobrir o sexo da bola, em conversas pseudo-intelectualizadas na tentativa vã de encontrar algo que justificasse a importância do futebol para o brasileiro. Chatoooo... Aí imaginei um programa de debate esportivo onde todos os participantes, sem exceção, detestam futebol. Obrigados pela emissora a apresentar um "programa de índio" como esse, claro que não iam seguir o roteiro e romperiam com qualquer tipo de zona de conforto para ter que fugir daquilo que eles mais detestam e por isso mesmo, não entendem. Com vocês, o Bola Quadrada, o primeiro programa de debates sobre futebol, entre caras que detestam futebol. " Apresentador ...

Kit Kat

Katherine. Ela é o que se pode chamar de surpreendente. Por muito tempo nem prestava atenção nela. Puxa, que erro!  Estava diante daquilo que eu sempre procurei para amar. Como pude ignorá-la? Katherine. Expressão máxima da meiguice, mesmo adulta, continua a exalar aquela meninice doce, típica das garotas mais românticas. Algo raro de se encontrar nas mulheres atuais, com o coração endurecido pelo feminismo mais misândrico. Como ela conseguiu ser diferente? Katherine. Quando ela aparece, parece que o sol se abre. Mesmo em tempestades mais hostis, ela é perfeita para se agasalhar comigo em uma cama quentinha. Bem coladinhos, sob o edredon do amor. Katherine. Sua beleza é impressionante. Mesmo assim, surpreendente. Ela tem aparência provocante. Sua estampa sensual contrasta deliciosamente com o jeitinho gracioso de uma menina que se recusa a crescer. Mas cresce maravilhosamente. Como mulher e como menina.  Katherine. Como você pode existir? Como a natureza teve a audácia de cria...

A Solidão não é tão ruim assim

Por Marcelo Pereira Vivemos em um tempo muito difícil. Além da correria para correr atrás do pão de cada dia, ainda vemos muitas injustiças e muitas exigências feitas muitas vezes sem necessidade. Essas coisas acabam por deixar as pessoas cada vez mais insensíveis, se tornando e fazendo outras pessoas infelizes em relação ao amor, sobretudo se fizeram escolhas erradas para uma vida a dois. Sabem de uma coisa? A Solidão não é tão ruim assim. Como ela já é minha amiga íntima de longas estradas e minha companheira mais fiel, vou me referir a ela usando letra maiúscula. Claro que eu preferia viver acompanhado, ainda mais num mundo que considera a vida a dois como sinônimo de felicidade (o que é um erro, comprovado por muitos casais infelizes) e que cultua o sexo o tempo todo. Mas as exigências abusivas que o sistema social me faz, os equivocados métodos de conquista, o excesso de mulheres comprometidas e o aparecimento de pretendentes indesejadas, acabam criando uma...