Pular para o conteúdo principal

O Mito de Platão e a sociedade brasileira de hoje em dia


Por Marcelo Pereira

Mito da Caverna, citado pelo filósofo Platão em uma de sua obras, é frequentemente - e com muita razão - utilizado para explicar a alienação de nossa população atual, sobretudo a brasileira.

Trocando em miúdos, já que o link explica melhor, o caso é o seguinte: prisioneiros isolados em uma caverna, não conseguem enxergar o mundo exterior de maneira perfeita, a não ser através das sombras projetadas na parede. Se um deles resolve sair e descobrir realmente o que estava por trás de tais sombras e se ao retornar, resolver contar aos seus colegas de claustro, seria ridicularizado e até espancado, talvez morto. Não é o que acontece atualmente?

A TV é a parece que mostra as sombras. As sombras são suas atrações e todo o ponto de vista difundido pelas emissoras. O cara que sai é o individuo que larga a TV e vai pesquisar profundamente as coisas da vida, descobrindo que os valores difundidos pela TV, em sua maioria, são falsos.

A noção que os brasileiros têm de moral, amor, patriotismo, altruísmo, etc., segue exatamente o que é difundido pela TV, a grande educadora da população brasileira. Mesmo que a internet seja o meio mais usado pelos brasileiros, ainda só serve para confirmar as convicções e convenções impostas pelos meios televisivos. E sabe o que acontece com quem se esclarece e tenta desmentir as "sombras"?

Há bastante tempo bloqueei os comentários em meus blogues. Comentários ruins estressam. Eles vem daqueles que preferem continuar acreditando nas "sombras". Eu saí da caverna, me esclareci, mas meu esclarecimento incomoda a muita gente, já que acreditar nas tais "sombras" satisfaz interesses e traz conforto. Gente que esculhamba meu blogue não quer sair da caverna e deseja manter as convicções impostas pela TV pensando que se tratam de ideias que nasceram na mente deles.

O mundo está prestes a evoluir. Mas os brasileiros ainda não deram sinais de que estão dispostos a seguir esta evolução, já que muitos valores existentes há 80 anos atrás, ainda seguem bem fortes, com poucas rupturas. E não adianta dizer que a internet está mudando tudo , que não está.

A internet apenas está digitalizando valores retrógrados, protegendo interesses mesquinhos e separando ainda mais as pessoas (quando deveria fazer o contrário). Na grande rede, ideias novas não têm grande difusão, e conceitos inovadores são distorcidos (exemplo: uma pessoa que acha que revolução é botar a língua pra fora) para que não acabem com os privilégios de quem está no poder.

Está ainda muito longe da sociedade brasileira sair da "caverna". A copa de 2010 mostrou que se depender dos brasileiros, nada de significante mudará. E que a caverna é aconchegante demais para ser abandonada.

Bom, resta a mim, que saiu da caverna, não voltar lá e tirar os colegas dela. Eles podem querer me esculhambar, mandar vírus, no mínimo.

Mas, com certeza, o ar puro da sabedoria é muito melhor que a fétida caverna da ignorância midiática. Somente medrosos e preguiçosos preferem viver nela.

(Escrito em 05/03/2012)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bola Quadrada

Mais chato do que um jogo de futebol, onde sou obrigado a aguentar um monte de desocupados correndo pra lá e pra cá com uma bolinha e em alguns momentos ouvir muita gente berrando feito alce no cio, s o mente os programas de debate esportivo. Neste tipo de programa, personalidades igualmente desocupadas e sem ter assunto para falar ficam tentando descobrir o sexo da bola, em conversas pseudo-intelectualizadas na tentativa vã de encontrar algo que justificasse a importância do futebol para o brasileiro. Chatoooo... Aí imaginei um programa de debate esportivo onde todos os participantes, sem exceção, detestam futebol. Obrigados pela emissora a apresentar um "programa de índio" como esse, claro que não iam seguir o roteiro e romperiam com qualquer tipo de zona de conforto para ter que fugir daquilo que eles mais detestam e por isso mesmo, não entendem. Com vocês, o Bola Quadrada, o primeiro programa de debates sobre futebol, entre caras que detestam futebol. " Apresentador ...

Kit Kat

Katherine. Ela é o que se pode chamar de surpreendente. Por muito tempo nem prestava atenção nela. Puxa, que erro!  Estava diante daquilo que eu sempre procurei para amar. Como pude ignorá-la? Katherine. Expressão máxima da meiguice, mesmo adulta, continua a exalar aquela meninice doce, típica das garotas mais românticas. Algo raro de se encontrar nas mulheres atuais, com o coração endurecido pelo feminismo mais misândrico. Como ela conseguiu ser diferente? Katherine. Quando ela aparece, parece que o sol se abre. Mesmo em tempestades mais hostis, ela é perfeita para se agasalhar comigo em uma cama quentinha. Bem coladinhos, sob o edredon do amor. Katherine. Sua beleza é impressionante. Mesmo assim, surpreendente. Ela tem aparência provocante. Sua estampa sensual contrasta deliciosamente com o jeitinho gracioso de uma menina que se recusa a crescer. Mas cresce maravilhosamente. Como mulher e como menina.  Katherine. Como você pode existir? Como a natureza teve a audácia de cria...

A Solidão não é tão ruim assim

Por Marcelo Pereira Vivemos em um tempo muito difícil. Além da correria para correr atrás do pão de cada dia, ainda vemos muitas injustiças e muitas exigências feitas muitas vezes sem necessidade. Essas coisas acabam por deixar as pessoas cada vez mais insensíveis, se tornando e fazendo outras pessoas infelizes em relação ao amor, sobretudo se fizeram escolhas erradas para uma vida a dois. Sabem de uma coisa? A Solidão não é tão ruim assim. Como ela já é minha amiga íntima de longas estradas e minha companheira mais fiel, vou me referir a ela usando letra maiúscula. Claro que eu preferia viver acompanhado, ainda mais num mundo que considera a vida a dois como sinônimo de felicidade (o que é um erro, comprovado por muitos casais infelizes) e que cultua o sexo o tempo todo. Mas as exigências abusivas que o sistema social me faz, os equivocados métodos de conquista, o excesso de mulheres comprometidas e o aparecimento de pretendentes indesejadas, acabam criando uma...